Na comparação interanual, a carteira total de crédito cresceu 5%, (empresas, 1% e famílias, 8,4%.).

Risco & Recompensa , 04/03/2019

1.Operações de crédito

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro nacional (SFN) totalizou R$3,2 trilhões em janeiro, com redução de 0,9% no mês. O estoque das operações com pessoas jurídicas, R$1,4 trilhão, contraiu 2,7% no período, enquanto a carteira com pessoas físicas cresceu 0,6%, situando-se em R$1,8 trilhão. Na comparação interanual, a carteira total de crédito do SFN cresceu 5%, com elevações tanto para empresas, 1%, quanto para famílias, 8,4%.

Nas operações com famílias, a carteira livre alcançou R$958 bilhões, elevações de 1,1% no mês e de 11,4% em doze meses. No mês houve crescimento sazonal, especialmente em cheque especial, crédito pessoal consignado e não consignado e veículos. O crédito direcionado para famílias ficou estável em janeiro, saldo de R$849 bilhões, crescendo 5,3% em doze meses. Nas pessoas jurídicas, a carteira livre totalizou R$786 bilhões, redução de 3,4% no mês e elevação de 10,1% em doze meses. Destacaram-se declínios sazonais em desconto de duplicatas e recebíveis, antecipação de faturas de cartão e capital de giro, além do efeito da apreciação cambial em repasses externos. O crédito às empresas com recursos direcionados contraiu 1,8% no mês e 8,3% em doze meses, somando R$640 bilhões.

As concessões de crédito somaram R$305 bilhões em janeiro, retração de 15% no mês – composto por reduções de 26,9% para pessoas jurídicas e de 4,1% para pessoas físicas – embora com dois dias úteis a mais que em dezembro. Nas demais bases de comparação, as concessões totais e livres permanecem em crescimento, tanto para famílias quanto para empresas. Considerando-se dados dessazonalizados, as concessões totais cresceram 0,5% no mês, aumentando 1,6% em pessoas físicas e permanecendo estáveis em pessoas jurídicas.

O Indicador de Custo de Crédito (ICC), média do custo de toda a carteira do sistema financeiro, aumentou 0,3 p.p. em janeiro, para 20,8% a.a. (-0,7 p.p. em doze meses). No crédito livre não rotativo, o indicador também cresceu 0,3 p.p. no mês, situando-se em 29,1%. O spread geral do ICC alcançou 14,1 p.p., com elevação de 0,4 p.p. no mês e redução de 0,2 p.p. doze meses.

A taxa média de juros das concessões de janeiro cresceu 1,5 p.p., para 24,7% e diminuiu 1,5 p.p. nos últimos doze meses. Na carteira livre, a taxa alcançou 37,7%, aumento de 2,1 p.p. no mês, e elevação de 2,5 p.p. para pessoas físicas (51,4%), refletindo elevações em modalidades com participação mais significativa na carteira, tais como não consignado (+9,2 p.p.), veículos (+0,7 p.p.).

No crédito livre a empresas, a taxa alcançou 20,2% a.a., elevação mensal de 1,4 p.p., após aumentos em modalidades como desconto de duplicatas e recebíveis (+5,3 p.p.) e capital de giro (+0,8 p.p.). Na comparação com janeiro de 2018, livre de efeitos sazonais, essa taxa se reduziu 2,2 p.p. A taxa de juros do crédito livre, excluindo-se as operações rotativas, situou-se em 28,8%, com aumento de 1,6 p.p. no mês e declínio de 1,6 p.p. em doze meses.

O spread bancário referente às contratações totais do mês atingiu 18,6 p.p., aumento de 1,6 p.p. no mês e redução de 1,1 p.p. na comparação em doze meses.



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