Além da teoria: Gestão do ciclo de vida de sistemas

Risco & Recompensa , 20/09/2019

O ciclo de vida útil de um determinado produto, objeto ou serviço em condições satisfatórias de uso transcende pelas etapas de criação, evolução, decadência e decesso. No entanto, antes de dissertar sobre cada ciclo, é necessário fazer uma reflexão sobre: “A missão do TI”.

A Tecnologia da Informação é a ponte entre um problema ou necessidade de alguém e uma solução. Este conceito, quando compreendido, enfatiza o papel destes profissionais, ressaltando que para se criar uma solução é preciso incialmente ter uma problemática. “O primeiro passo para o profissional de TI é compreender que a disciplina vai além de códigos e números, é preciso gostar de solucionar problemas. Na prática os códigos são apenas um caminho para desenvolver soluções de acordo com as necessidades das personas envolvidas”, enfatiza Fábio Araujo, CTIO da MFM TI.

Ao dialogar sobre “A Gestão do Ciclo de Vida de Sistemas de Informação” é interessante recapitular a essência da expressão. O termo sistema vem originalmente da biologia e representa a união de partes individuais para a realização de um propósito.  É o que ocorre por exemplo, no sistema digestório e respiratório do corpo humano. “Metaforicamente a gestão do ciclo de vida é operada com a mesma lógica, ou seja, cada profissional faz a sua missão em função de resolver um problema ou necessidade em conjunto com o time”, destaca Fábio.

A definição de uma determinada tecnologia para o desenvolvimento de uma solução conta com a análise das necessidades básicas de um projeto da qual irá atender, como o objetivo deste, o prazo e a verba disponível. Além disso, o mais importante é considerar se a tecnologia a ser aplicada irá atender as necessidades de manutenção e as novas imposições que surgirão no futuro.

Uma das características que destaca o ciclo de vida é a síntese da evolução, ou seja, um software ou um sistema que se altera de acordo com a sua necessidade de evolução, porém de acordo com Fábio Araújo o que determinará o final deste ciclo é o limite de sua longevidade, isto é, sua máxima capacidade de adaptação. “Obsoleta é a tecnologia que não atende mais as necessidades daquele que a utiliza”, comenta Fábio.

Neste processo a tecnologia pode antecipar as etapas do ciclo de vida. Com as novidades dos setores, muitas vezes o custo de uma determinada produção se eleva, ou torna-se inviável. É neste momento que as novas tecnologias aparecem com soluções e opções para o mercado, acelerando o declínio do ciclo para um novo início.

“O ciclo de vida se resume na capacidade de transformação de uma solução desenvolvida em um determinado tempo e a forma como a tecnologia pode evoluir de acordo com as novas necessidades ou problemas que surgirão. O futuro deste setor exigirá programadores que pensem na solução como um propósito e não apenas na programação de códigos. Este profissional terá que desenvolver mais habilidades e trafegar por diversas disciplinas”, conclui Fábio Araújo.



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