Salvo por um gongo! Por Cláudio Moreira

Risco & Recompensa, 06/01/2017

Hoje falarei sobre necessidades de controles em todos os processos, que dão um norte às empresas bem como a sociedade e as pessoas individualmente que buscam as recompensas sejam de crescimento profissional, financeiro ou social.

Vou contar uma pequena história ocorrida na Inglaterra Medieval, onde foi criado um mecanismo de controle eficaz, evitando riscos desnecessários e que nos deixou uma bela frase como legado - SALVO POR UM GONGO (usada atualmente para explicar que algo, alguém ou uma empresa foi salva no último minuto.

Naquela época as pessoas morriam e eram enterradas normalmente, e, quando por necessidade pericial eram desenterradas, era possível  constatar, em alguns casos, que elas estavam reviradas em seus caixões com arranhados nas tampas, com rosto de dor e sofrimento. Ainda não se conhecia a catalepsia, que faz com que o ser humano tenha suas funções vitais baixadas ao limite extremo, não sendo percebida a olhos vistos. Não existiam mecanismos de controle mais precisos como atualmente. A pessoa dormia profundamente e era confundida como se estivesse morta, sendo assim velada e enterrada. Porém, ao acordar e se deparar com a situação no caixão, a pessoa passava por processos dolorosos e asfixia, por já estar enterrada e ali morreria de fato.

Assim como nas empresas devemos ter sempre os controles atualizados, modernizados para serem realmente eficazes, evitando riscos desnecessários.

Eles, então, criaram um mecanismo de controle eficaz para evitar tais situações, onde, todos, ao serem enterrados, deveriam ter um furo em seu caixão e dele uma corda sairia de dentro do caixão até a superfície, ficando ligada a um sino ou gongo que seria acionado caso a pessoa acordasse. Do lado de fora, por 2 dias, ficava uma pessoa sentada em uma cadeira, controlando o processo, e muitos foram, então, SALVAS POR UM GONGO.

Essa pequena história nos traz a luz o porque deveremos sempre estar atentos aos controle e riscos nos processos em geral, evitando que fatores desconhecidos, viciados, venham a interferir ou criar aberturas para que algo ocorra e venha a prejudicar os processos, as empresas ou as pessoas.



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