Treinamento, Porque algumas empresas tem melhor desempenho que outras ...

Risco & Recompensa, 13/11/2015

"Eis os seis motivos pelos quais todo mundo acha que não podemos vencer", Dungy disse a seus Buccaneers depois de virar treinador-chefe em 1996. Faltavam meses para a temporada começar e todo mundo estava sentado no vestiário. Dungy começou a listar as teorias que todos tinham lido nos jornais ou ouvido no rádio: a administração do time era confusa. O novo técnico não tinha sido testado. Os jogadores eram mimados. A cidade não se importava com o time. Jogadores cruciais estavam machucados. Eles não tinham o talento de que precisavam.

"Estes são os supostos motivos", disse Dungy. "Agora eis um fato: ninguém vai trabalhar mais que nós." Dungy explicou que sua estratégia era mudar os comportamentos do time até que o desempenho deles se tornasse automático. Não acreditava que os Buccaneers precisassem de um livro maior de táticas. Não achava que tinham que memorizar centenas de formações. Só tinham que aprender umas poucas jogadas essenciais e acertá-las todas às vezes.

No entanto, é difícil atingir a perfeição no futebol americano. "Em toda jogada de futebol – em toda jogada – alguém faz uma besteira", disse Herm Edwards, um dos treinadores assistentes de Dungy em Tampa Bay. "Na maior parte das vezes, não é físico. É mental." Os jogadores fazem besteira quando começam a pensar demais ou questionar suas jogadas. O que Dungy queria era tirar do jogo deles todas essas tomadas de decisão.

E para fazer isso, precisava que eles reconhecessem seus hábitos existentes e aceitassem novas rotinas.

Ele começou observando o modo como o time já jogava.

"Vamos trabalhar o esquema", Dungy gritou certo dia no treino matinal. "Numero 55, qual é sua instrução?"

"Estou observando o running Back e o guard", disse Derrick Brooks, um outside linebacker (jogador de defesa no futebol americano).

"O que precisamente você está olhando? Onde estão seus olhos?"

"Estou olhando o movimento do guard", disse Brooks. "Estou observando as pernas e os quadris do quarterback depois que ele pega a bola. E estou procurando espaços na linha, para ver se eles vão passar e se o quarterback vai jogar para o meu lado ou para longe."

No futebol americano, essas deixas visuais são conhecidas como "chaves" e consideradas essenciais para qualquer jogada. A inovação de Dungy foi usar essas chaves como deixas para hábitos retrabalhados. Ele sabia que, às vezes, Brooks hesitava por um instante longo demais no começo de uma jogada. Havia tantas coisas para ele pensar – será que o guard vai sair da formação? O pé do running Back indica que ele está se preparando para uma jogada de correr ou de passar? – que às vezes ele ficava mais lento.

O objetivo de Dungy era libertar a mente de Brooks de toda essa análise. Ele usou as mesmas deixas a que Brooks já estava acostumado, porém lhe deu rotinas diferentes que, no fim, acabaram acontecendo automaticamente.

"Quero que você use as mesmas chaves", Dungy disse a Brooks. "Mas, primeiro, foque apenas no running back. É isso. Faça isso sem pensar. Depois que você estiver em posição, aí sim comece a procurar o quarterback."

Foi uma mudança relativamente modesta – os olhos de Brooks prestavam atenção nas mesmas deixas, mas, em vez de olhar para vários lugares ao mesmo tempo, Dungy as colocou numa sequência e disse a ele, de antemão, a escolha que deveria ser feita quando ele via cada chave. A parte brilhante desse sistema era que ele eliminava a necessidade de tomar decisões. Permitia que Brooks avançasse mais rápido, porque tudo era uma reação – e por fim, um hábito – e não uma escolha.

Dungy deu instruções semelhantes para todos os jogadores e praticou as formações inúmeras vezes. Levou quase um ano até que os hábitos de Dungy se arraigassem. O time perdeu jogos fáceis no começo da temporada. Os colunistas esportivos perguntavam-se porque os Bucs estavam desperdiçando tanto tempo com charlatanices psicológicas.

Mas lentamente, eles começaram a melhorar. Por fim, os padrões se tornaram tão familiares para os jogadores que aconteciam automaticamente quando o time entrava em campo. Na segunda temporada de Dungy como treinador, os Bucs venceram seus primeiros cincos jogos e foram para as finais pela primeira vez em 15 anos. Em 1999, eles venceram o campeonato da divisão.

O estilo de Dungy como treinador começou a chamar a atenção do país inteiro. A mídia esportiva se apaixonou por sua postura de voz baixa, de sua devoção religiosa, e a importância que ele dava para o equilíbrio entre trabalho e família.

Em 2000, os Bucs chegaram as finais outra vez, e depois novamente em 2001. Os fãs lotavam o estádio toda semana. Locutores falavam do time como candidato ao Super Bowl. Tudo estava se tornando real...

(Trecho do Livro: "O Poder do Hábito", de Charles Duhigg.

Prezado Líder, se você leu a história acima, ainda precisa responder por que o treinamento é importante?

Decidi colocar esta analogia neste artigo pela facilidade na comparação em qualquer atividade.

Saiba que a matéria prima mais importante de uma empresa são as pessoas, não são as empresas que fazem negócios com os clientes, são as pessoas que fazem negócios com as pessoas.

É importante quando treinamos nosso pessoal, lembrar ao funcionário que o seu aprendizado será um bem, em primeiro lugar para ele mesmo. Ele deve vestir primeiro a sua camisa, que será o seu logotipo e o seu compromisso com seu desenvolvimento. E evidentemente, depois disso, vestir a camisa de nossa empresa, porque quem não veste a própria camisa, não pode vestir a camisa da empresa.

Se você tem dificuldade em treinar, contrate empresas de treinamento, treinadores especializados, nunca tivemos tantos profissionais especializados em treinar nossas equipes.

Se você tem a crença de que irá "gastar dinheiro" treinando sua equipe, porque depois ele vai embora com aquilo que você ensinou... mude de ramo. O fato de perder um funcionário não tem nada a haver com o treinamento, tem a haver com a seleção adequada do perfil do profissional, com seu engajamento com o propósito da empresa, entre outros, comece a focar em melhor recrutamento e na sua iniciação na empresa, no desenvolvimento do engajamento, e isso somente acontece quando existe foco nas pessoas.

Investir em treinamento é a melhor vitamina para manter sua equipe energizada! É o melhor remédio quando precisa mudar sua estratégia e curar as dores das adversidades! É a melhor forma de conhecer seu time e ajuda-lo a seguir rumo aos seus objetivos e sonhos!

Observe que para desenvolver uma equipe de alta performance, é preciso ter:

  1. Crença - o Líder tem que ter fé, confiança de que vai fazer acontecer apesar e por causa das dificuldades;
  2. Observar - precisa observar quanto a equipe está produzindo, quanto precisa produzir para chegar ao estado desejado e como está fazendo para produzir...
  3. Propósito – Missão - Desenvolva senso de propósito em sua equipe, faça que seus colaboradores amem sua empresa, seu trabalho, eles precisam abraçar a missão de sua empresa para vencer, portanto tenha enraizado para todos a sua missão;
  4. Treinar - importante observar e compreender os padrões que levam aos comportamentos, aprender a estimular novos comportamentos está relacionado diretamente à forma que modelamos os melhores para aplicar as técnicas simples, práticas que nosso colaborador precisa ter como foco;
  5. Praticar - tudo evolui se tiver ação, portanto, mãos à obra, sua equipe precisa ter tráfego;
  6. Medir - você deve acompanhar se as novas rotinas desejadas começaram a produzir resultados, aprenda a medir criando indicadores simples de performance para que você decida se continua mantendo esta estratégia ou se deve mudar o treinamento para obter melhores resultados;
  7. PS. Volte sempre ao tópico 1 porque a fé move montanhas!



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