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Risco & Recompensa, 13/11/2015

Em 2005, o Brasil criou a Lei de Recuperação Judicial. Antes disso, havia aqui a concordata, que não permitia que credores e devedores negociassem livremente os termos de um acordo para o pagamento das dívidas - o que, na prática, raramente evitava que elas fossem à falência.

Segundo a Serasa Experian, a maioria dos pedidos de recuperação judicial é de pequenas e médias empresas; até Agosto de 2.014 foram 541 pedidos, enquanto que, até Agosto de 2.015 já foram solicitados 766 pedidos. Destes, 393 são de pequenas empresas, 228 de médias e 145 de grandes empresas.

O foco da recuperação judicial é tornar o processo bastante profissional, provavelmente melhor do que aquele que estava vigente quando da situação à beira de um colapso. O objetivo final será de salvar o máximo da operação da empresa, do dinheiro dos credores e, quando possível, da reputação do dono. Para isso, invariavelmente será necessária a contratação de administradores profissionais, independentes que, com a sua experiência e vivência, poderão trazer a empresa de volta à vida.

Nos Estados Unidos, estima-se que 30% das empresas que usam esse mecanismo conseguem sair do buraco e voltar ao mercado. Como aconteceu com a General Motors, montadora abatida pela crise de 2008 que foi dividida em duas pelos credores, liderados pelo Tesouro americano.

Mas, apesar de render manchetes, a taxa de sucesso do mecanismo de recuperação judicial brasileiro é muito, muito menor do que nos Estados Unidos. Estima-se que, das cerca de 4.000 empresas que pediram recuperação no país desde a entrada em vigor da nova lei, só 1% delas tenha saído do processo recuperadas de fato, segundo dados da consultoria Corporate Consulting.

Pouco mais de 10% faliram e o restante continua sob a tutela dos administradores mesmo depois dos dois anos vistos por especialistas como razoável para concluir uma recuperação judicial.

Existem falhas de lado a lado, os donos de empresas são reticentes em tomar as medidas necessárias e por outro lado, nem sempre os profissionais contratados possuem equipe e expertise para reverter o quadro. Este talvez seja o calcanhar de Aquiles, a contratação de uma equipe séria, competente e com comprovada atuação e reputação neste mercado.

Portanto, antes de tomar a decisão de se partir para uma reestruturação administrativa e financeira, gestão de crise, recuperação judicial, é importante ter em mente o velho ditado “vão se os anéis ficam os dedos”.



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